O que entrou na plataforma
O acervo reúne os filmes exibidos, os pôsteres, as fotografias, as vinhetas e os textos editoriais publicados ao longo da história do festival. São mais de 11 mil filmes e 9 mil registros de cineastas, com conteúdo também em inglês, e o próprio site explica o trabalho em uma frase que descreve bem o problema de qualquer arquivo de festival: as informações estavam dispersas em formatos e suportes diferentes.
A navegação aceita quatro entradas, por edição, filme, direção ou país, e há um mapa interativo que mostra a localização geográfica dos títulos e diretores de cada ano. A linha do tempo completa o conjunto com os acontecimentos principais de cada década.

A série de cartazes, ano a ano
Para quem olha com olho de design, a entrada mais produtiva é a de edições. Cada ano abre com o cartaz daquele festival em tamanho grande, acompanhado dos números da edição, como os 390 filmes de 83 países e 389 diretores da 49ª Mostra, em 2025.
Percorrer a lista de cima a baixo é ver cinquenta anos de linguagem gráfica brasileira mudando de método: fotografia tratada, ilustração, pintura, composição tipográfica pura, colagem. Como o festival entrega a arte a um convidado diferente a cada ano, sem pedir continuidade visual, o conjunto funciona como amostragem de época, e não como evolução de uma marca.

Quem pagou e por que isso importa
A plataforma tem patrocínio da Petrobras, parceira do festival desde a 23ª edição, em 1999, e é aberta para consulta e pesquisa. Vale registrar porque arquivo digitalizado costuma ser a primeira coisa a não sair do papel quando o orçamento aperta, e o resultado aqui está público e navegável, em vez de preso num disco rígido da produção.




