O que é o prêmio
O Prêmio Objeto Brasileiro é bienal e reconhece a produção artesanal contemporânea, no encontro entre artesanato, design e território. O museu, que atua desde 1997 e tem sede em Pinheiros, abriu as inscrições da 10ª edição em 19 de março e fechou em 31 de maio de 2026. Só entraram objetos físicos, prontos para exposição e produzidos a partir de janeiro de 2024.
A edição de 2024 tinha três categorias. A de 2026 acrescenta Novos Talentos, para estudantes e recém-formados. Na 9ª edição, o júri avaliou mais de 300 objetos; agora foram 629 inscrições.
Como segue a seleção
As 49 obras passam por nova rodada do júri, que escolhe o vencedor de cada categoria e cerca de 25 peças para a exposição. O museu não publicou os nomes da comissão desta edição: o edital fala só em profissionais convidados.
O primeiro lugar de cada categoria recebe R$ 5.000 brutos e certificado. As demais obras expostas ganham certificado de participação.
Quando e onde
– 25 de setembro: divulgação dos vencedores, pelo calendário do site. – 28 de setembro a 25 de outubro: envio dos objetos para o museu. – Segunda quinzena de novembro: abertura da exposição e cerimônia de premiação, com data a confirmar.
A exposição fica na sede do museu, na Av. Pedroso de Morais, 1216, em Pinheiros, São Paulo. O edital de março previa os premiados para 22 de setembro, com a ressalva de que as datas podiam mudar.
As 49 selecionadas
A lista oficial nomeia 16 estados e o Distrito Federal. Quatro obras aparecem só com o nome da aldeia, da terra indígena ou da comunidade, sem estado.
### Produção Autoral (22)
– Apitos Afinadores de distâncias, Laura Landau, Igatu (BA) e Rio de Janeiro (RJ) – Armário Pirilampo, João Pedro Crispim Menezes, Fortaleza (CE) – Banco Bordado, Série Boa Noite, Pedro Monteiro Luna, São Paulo (SP) e Ilha do Ferro, Pão de Açúcar (AL) – Banco Castanhão, Érico Gondim Oliveira, Fortaleza (CE) – Banquinho Boléia n1, Gabrielle de Paiva Lima, Siqueira Campos e Curitiba (PR) – Boa-noite, memória, Rodrigo Batista Ferreira da Silva, Ilha do Ferro, Pão de Açúcar (AL) – BraSil, Ferro e Fé, Regis Ramos Patriota, Francisco Morato (SP) – Cabaça de Axé, Iansã, Andressa Rocha Moreira de Oliveira, Santos (SP) – Cadeira Perê, Dimitrih Correa, Rio de Janeiro (RJ) – Cajueiro, Aline Gonçalves Santos, Belo Monte (AL) – Coleção Aragem, Elemento Fio, Fortaleza (CE) – Coleção Guardadores, Aline Angeli, Maceió (AL) – Coleção Saberes Ancestrais, Marlice Machado de Oliveira, Jequitinhonha (MG) – Labirinto Suspenso, Vera Felippi, Porto Alegre (RS) – Luminária Piauí, Beth Hargreaves, Juiz de Fora (MG) e Teresina (PI) – Mocho Januário, Clecio Lacerda, Belo Jardim (PE) – Namoradeira Ninho de Pássaros, Murilo Weitz, São Paulo (SP) – Pindorama, aquarela natural de terras brasileiras, Françoise Otondo, Bragança Paulista (SP) – Poltrona Fé, Carlos Otávio Camerino Santana, Maceió (AL) – Raiz viva, Camille Souza Dias, Ilha do Ferro, Pão de Açúcar (AL) – totens, R B Studio Criativo, São Francisco Xavier, Serra da Mantiqueira (SP) – Vitória-régia, Nana Kondo, São Paulo (SP)
### Produção Coletiva (12)
– Cartografias do Invisível, Cooperartban, Barra Nova, Marechal Deodoro (AL) – Coleção Indios Terena Sentados, Grupo de Mulheres Terena, Aldeia Cachoeirinha, Miranda (MS) – Coleção Luminárias da Praia do Sono, Associação Paraty Cultural, Paraty (RJ) – Coleção Seleiro, APROARTI, Icó (CE) – Fishau, Associação Wanasseduume Ye’kwana (SEDUUME), Terra Indígena Yanomami, região de Awaris – Jalapoeira Apurada, do grupo de mesmo nome, comunidades quilombolas do Prata, Mumbuca e Mateiros, região do Jalapão (TO) – Luminárias Tênue, Nydia Rocha e De La Cruz, São Paulo (SP) – Luminária Afetos, Aldeia Indígena Mehinako, Alto Xingu, com finalização em São Paulo (SP) – Pallas II, Projeto Pallas: Design Colaborativo Amazônico, Ilha do Marajó, São Miguel do Guamá e Belém (PA) – Rede de descanso, Tecelagem de Roça Grande, Comunidade Quilombola Roça Grande, Berilo (MG) – Redes, Kawakani Mehinako, Aldeia Yiapipuiku – Vestido-Carta, INBORDAL, Maceió (AL)
### Ação Socioambiental (8)
– Banco REMO, Waz Studio, Abaetetuba (PA) – Coleção Admiriti, Guá Arquitetura, Abaetetuba e Belém (PA) – Coleção Babaçu, Solar Design, Caxias (MA) – Coleção Caminhos, Retaliário, Maceió (AL) – Coleção Sobrepor, Domingos Tótora e De La Cruz, Maria da Fé (MG) e São Paulo (SP) – Flores da Seringueira, Coleção MAiS, Coopsob, Ouro Branco do Sul – Fruteira arraia, Celio Arago Terencio, Comunidade Indígena Nova Esperança, Baixo Rio Negro (AM) – Lustre ATURÁ ñe’é, Waz Studio, Abaetetuba, em comunidades ribeirinhas
### Novos Talentos (7)
- Banco Mangaio, André Vinícius de Souza Freitas, Caruaru (PE)
- Coleção Do Fim ao (Re)Começo, João Pedro Crispim Menezes, Fortaleza (CE)
- Cortina MAYURA, Deyvid Morais Albino, Campina Grande (PB)
- Encontro de Fibra, Sarah de Souza Pastena Candido, São Caetano do Sul (SP)
- Platalea ajaja, Fernando Rodrigues dos Santos Silva, São Paulo (SP)
- Priscilla Lira Alves, Caruaru (PE)
- Tocobanco, Mateus Silva de Almeida, Samambaia (DF)
Dois nomes aparecem duas vezes: João Pedro Crispim Menezes, com uma obra em Produção Autoral e outra em Novos Talentos, e o Waz Studio, com duas em Ação Socioambiental. As perguntas frequentes do prêmio permitem inscrever mais de um objeto, desde que cada um concorra em uma só categoria.

