O que é a Sala Pedra Preta
É a primeira sala VIP própria do Itaú no aeroporto de Guarulhos. Até então, os clientes do banco usavam salas parceiras. O espaço tem áreas de descanso, salas reservadas, ambiente para famílias, restaurante, bar, banheiros com chuveiro e um mezanino com vista para a pista. A operação é do Plaza Premium Group, empresa que administra salas VIP em aeroportos. A abertura foi gradual, e desde o fim de julho a sala funciona 24 horas por dia.
Segundo o Passageiro de Primeira, a entrada não traz o nome do banco em destaque.
Quem pode usar a sala do Itaú
Portadores dos cartões Itaú Personnalité The One Mastercard Black e World Legend Mastercard, e clientes do Itaú Private Bank. Os clientes Private têm uma área restrita dentro da sala, com salas privativas reservadas pelo aplicativo. O acesso é por QR Code gerado no app do banco. Titulares Personnalité podem levar até 12 convidados por ano; clientes Private, até cinco.
Quem fez o projeto da Sala Pedra Preta
A Perkins&Will assina a arquitetura e os interiores. O Estúdio Campana fez a direção de arte e a curadoria dos ambientes. O acervo de 34 obras tem curadoria do Itaú Cultural. A comida é do chef Luiz Filipe Souza, do Evvai, e a carta de vinhos é da sommelier Juliana Carani.
As peças do Estúdio Campana na sala
Quem detalha as peças é a Wallpaper*, em reportagem de Sofia de la Cruz com entrevista de Humberto Campana. A fachada envolve o lounge com 1.000 m² de lâminas sobrepostas de madeira Goiabão, que traduzem as curvas do rio Juruá visto de cima. Segundo a revista, ela faz do limite da sala privada uma obra pública, à vista de quem passa pelo terminal.
Na recepção, o balcão Pão de Açúcar é revestido de lâminas de nogueira sobrepostas, aplicadas à mão por uma equipe de 14 pessoas em 120 dias de trabalho. Sobre ele fica o lustre Paisagem: cerca de um quarto de tonelada de alumínio retorcido, em tom dourado.


No Restaurante Personnalité, a instalação Cosmos suspende cerca de meia tonelada de hastes de alumínio em forma de constelação, visível também para quem passa pelo Terminal 3.

Na área do Private Bank, a instalação Falésias parte da coleção Sushi do estúdio: centenas de metros de EVA, tiras de metal e borracha enroladas em espirais laranja, pretas e douradas, em cerca de 800 horas de trabalho. A frente do bar é revestida de couro de pirarucu, feito da pele do peixe amazônico, que antes ia para o lixo.


A paisagem brasileira como referência do projeto
Humberto Campana disse à Wallpaper* que a inspiração veio inteiramente da paisagem. As referências citadas são lugares do país: o céu noturno do Jalapão, no Tocantins, a vegetação do Cerrado, as montanhas do Rio de Janeiro, as falésias do Rio Grande do Norte e o rio Juruá da fachada. Ele descreve o projeto como um convite para viajar pelo Brasil, por suas paisagens, topografias e ecossistemas.

O primeiro projeto arquitetônico desde Fernando Campana
O Estúdio Campana abriu em São Paulo em 1984, fundado pelos irmãos Fernando (1961-2022) e Humberto Campana. À Wallpaper*, Humberto contou que a Sala Pedra Preta foi o primeiro projeto arquitetônico do estúdio desde a morte de Fernando, e por isso um momento importante para o estúdio.
O acervo do Itaú Cultural
São 34 obras nos dois andares. A Wallpaper* cita Roberto Burle Marx, Tomie Ohtake, Candido Portinari, Di Cavalcanti, Beatriz Milhazes, Vik Muniz, Leda Catunda e Athos Bulcão. O Passageiro de Primeira acrescenta Gisele Camargo e Fernand Léger e destaca Industrialização do Brasil (1960), de Portinari.
Crédito das imagens da Sala Pedra Preta
As fotos foram divulgadas como cortesia do Estúdio Campana. O fotógrafo não é creditado.



