Prazo: fecha em 4 de outubro
A mostra está em cartaz desde 17 de abril e termina no domingo, 4 de outubro de 2026. Depois da publicação deste post, restam dois fins de semana para a visita: 26 e 27 de setembro e 3 e 4 de outubro. A entrada é gratuita e a classificação, livre.
O que é e quem organiza
Pluriforma: Concretos de São Paulo nos acervos da Pinacoteca e do Museu da Casa Brasileira junta duas coleções da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo. A curadoria é de Yuri Quevedo, da Pinacoteca de São Paulo.
A realização é da Associação Pinacoteca Arte e Cultura (APAC), organização social que administra a Pinacoteca e o Memorial da Resistência e que, com a Secretaria, conduz a retomada do Museu da Casa Brasileira. Na divulgação da Prefeitura de Botucatu, a prefeitura aparece como realizadora, em parceria com a APAC, a Pinacoteca e o MCB. A EDP, mantenedora da APAC, apoia a nova fase do MCB.
No site da Pinacoteca, a exposição está listada entre as itinerâncias. Para o Museu da Casa Brasileira, é mais uma exibição fora de casa: o museu encerrou em 2023 as atividades no endereço da Avenida Brigadeiro Faria Lima, em São Paulo, e desde então mostra o acervo em parceria com outras instituições. A futura sede, segundo a Pinacoteca, é a Casa Olivo Gomes, em São José dos Campos, hoje em restauro.
Da pintura ao móvel
A Pinacoteca apresenta a mostra como um mergulho na arte concreta e nas conexões dela com o design, a arquitetura e a vida cotidiana. O texto oficial descreve obras que não tentam representar o mundo, e sim construí-lo com forma, cor e relações espaciais, feitas por artistas que, a partir da matemática e da geometria, defendiam uma linguagem visual universal. Segundo o museu, essa linguagem saiu do campo da arte e influenciou a produção industrial e o desenho do cotidiano.
O percurso parte do Manifesto Ruptura, lançado em 1952, que o texto trata como o marco da consolidação da arte concreta em São Paulo: dali em diante, a obra passa a ser entendida como construção, um campo de relações entre forma, cor e espaço.
A passagem para o objeto está na parte que vem do Museu da Casa Brasileira: maquetes e originais de mobiliário desenhado por Geraldo de Barros, entre poltronas e cadeiras. A Pinacoteca afirma que esses móveis compartilham os mesmos princípios geométricos das pinturas expostas.

Quem está na mostra
São pinturas, esculturas, fotografias e experimentações gráficas de artistas centrais do movimento: Waldemar Cordeiro, Luiz Sacilotto, Geraldo de Barros e Judith Lauand, além de nomes que dialogaram com o grupo ao longo do tempo. O conjunto inclui ainda uma obra de Leopoldo Raimo, nascido em Botucatu em 1912, que a Pinacoteca usa para mostrar como essas ideias circularam além dos grandes centros.
As páginas oficiais não dizem quantas obras estão expostas, não listam os títulos e não nomeiam os modelos dos móveis de Geraldo de Barros nem quem os fabricou. O título indica os dois acervos de origem; o único recorte explícito é o do MCB, de onde vêm as maquetes e o mobiliário.
Quando e onde
Pinacoteca Fórum das Artes de Botucatu, Rua General Telles, 1040, Centro, Botucatu (SP). A abertura foi em 17 de abril, às 19h, numa edição do Sextou na Pina, programa que estende o horário do espaço à noite.
Horários informados pela Pinacoteca: quarta e quinta, das 8h30 às 17h; sexta, das 8h30 às 21h; sábados, domingos e feriados, das 11h às 17h. A página do espaço no site da prefeitura registra quarta a sexta das 8h30 às 17h. Para ir numa sexta à noite, vale confirmar antes pelo telefone (14) 3811-1481.
O espaço é municipal, vinculado à Secretaria Municipal de Cultura de Botucatu, e ocupa o antigo Fórum da cidade. Segundo a prefeitura, o prédio foi projetado por Ramos de Azevedo, o mesmo arquiteto da Pinacoteca do Estado, em São Paulo. O cadastro do espaço na São Paulo State Film Commission informa que ele foi construído entre 1918 e 1922, em estilo neoclássico.


