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Sean Goedecke, do GitHub, defende explicar a agentes de IA o porquê das tarefas, não só o como

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Um ensaio curto sobre como dar contexto e prioridades a agentes de IA em vez de só especificar a tarefa.

Quem escreve

Goedecke mora em Melbourne e escreve sobre IA e sobre o funcionamento de grandes empresas de tecnologia. Segundo o currículo que ele deixa público, está no GitHub desde 2021 e é staff software engineer desde março de 2023: liderou o lançamento do GitHub Models e hoje trabalha em projetos do Copilot.

O que mudou nos agentes

O ponto de partida é uma comparação. Os primeiros agentes pediam instruções exatas, do tipo “copie este método para aquelas classes”, porque qualquer folga virava trabalho errado. Com os modelos de ponta atuais, diz Goedecke, o erro típico é outro: o agente entende a tarefa, mas presume algo equivocado sobre o que a pessoa quer ou prioriza.

O exemplo é o GPT-6-Astra, da OpenAI. Quando acha que o código é só para ele mesmo, o modelo entrega código minificado; quando sabe que gente vai ler, em Go, escreve código legível. Goedecke linka um texto de Armin Ronacher, de 7 de setembro, que descreve o código de ferramenta do Astra como ilegível para humanos. Numa nota, ele observa que, dentro de uma base de código escrita por pessoas, nem é preciso avisar: o modelo copia o estilo ao redor.

Contexto em vez de especificação

A recomendação central é dar ao agente o porquê. Goedecke publica o prompt que abriu o Deckard, extensão de Chrome que detecta texto gerado por IA com um modelo rodando no próprio Mac. O texto traz a meta de longo prazo (esconder conteúdo de IA nas páginas), a de curto prazo (achar o melhor detector que rode no MacBook sem gastar bateria nem esquentar), o uso da conta no Runpod para os testes pesados demais para o laptop e um convite para o modelo propor um caminho melhor.

Pelas contas dele, metade do prompt é contexto: qual é o projeto, que é pessoal e não do trabalho, o que importa. Com uma especificação fechada, afirma, teria perdido duas melhorias: usar native messaging para a extensão falar com o modelo local e escolher o modelo Gradient no lugar do EditLens. No post de 8 de setembro sobre o Deckard, ele conta que a extensão foi feita junto com o Astra.

Prioridades com peso

No trabalho, Goedecke faz o mesmo com valores técnicos: um parágrafo sobre evitar bugs, observabilidade, encaixe no código existente, desempenho. O detalhe que ele destaca é a hierarquia. Em vez de declarar tudo importante, diz ao modelo o que pode ser sacrificado para ganhar no resto.

Para ele, dar só a especificação técnica a um modelo capaz de opinar sobre o objetivo repete o problema XY: pedir conselho a um especialista sem dar a ele o contexto de que precisa.

O que diz a documentação oficial

O ensaio não cita guias de prompt, mas a recomendação coincide com a documentação da Anthropic. No guia de boas práticas do Claude, a seção sobre contexto diz que explicar a motivação de uma instrução ajuda o modelo a entender os objetivos. O exemplo do guia troca uma proibição seca de reticências pela razão dela: a resposta vai ser lida por um sintetizador de voz.

Ficha

Designer Sean Goedecke
Classificação Inteligência artificial, Agentes, Prompts
Tipo Ensaio no blog do autor
Fonte oficial Sean Goedecke
Fonte oficial Sean Goedecke
Fonte oficial Sean Goedecke
Fonte oficial Sean Goedecke
Fonte oficial Anthropic
Saiba mais em Armin Ronacher

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