Agora
EventosItaú publica a palestra de John Maeda sobre AX e a evolução do UXIA & TechBrauer esconde no site O Arquivo Perdido, jogo em pixel art com cupons e livrosLivrosBrauer lança Novo Repertório, de Marcos Rezende, com versão digital gratuitaPrêmiosLiceu de Artes e Ofícios lança o Prêmio Design, com inscrições até 14 de janeiroNomesGabriel CastilhoNomesElizabeth SilvaNomesJoão CostaReferênciasMostra de São Paulo abre acervo digital com os cartazes das 50 edições, vinhetas e os registros de mais de 11 mil filmesLivrosLivro de 700 páginas reúne mais de 500 capas de cordel e trata a tipografia improvisada como sistema de designReferênciasSagmeister borda numa bota os números da OCDE sobre pessoas em situação de rua e põe a eletricidade renovável num tênisEventosItaú publica a palestra de John Maeda sobre AX e a evolução do UXIA & TechBrauer esconde no site O Arquivo Perdido, jogo em pixel art com cupons e livrosLivrosBrauer lança Novo Repertório, de Marcos Rezende, com versão digital gratuitaPrêmiosLiceu de Artes e Ofícios lança o Prêmio Design, com inscrições até 14 de janeiroNomesGabriel CastilhoNomesElizabeth SilvaNomesJoão CostaReferênciasMostra de São Paulo abre acervo digital com os cartazes das 50 edições, vinhetas e os registros de mais de 11 mil filmesLivrosLivro de 700 páginas reúne mais de 500 capas de cordel e trata a tipografia improvisada como sistema de designReferênciasSagmeister borda numa bota os números da OCDE sobre pessoas em situação de rua e põe a eletricidade renovável num tênis

Microsoft, Google e IBM definem como interfaces devem lidar com erro, confiança e controle da IA

por atualizado em

Um guia das diretrizes originais para desenhar produtos com IA, organizado por tema.

De onde vêm as regras

– Eric Horvitz, Microsoft Research (1999). Principles of Mixed-Initiative User Interfaces, 12 princípios para dividir a iniciativa entre pessoa e sistema automático. – Saleema Amershi e equipe, Microsoft (2019). Guidelines for Human-AI Interaction: 18 diretrizes tiradas de mais de 150 recomendações e testadas com 49 profissionais de design, divididas em quatro momentos: no início, durante o uso, quando o sistema erra e ao longo do tempo. – Google PAIR (2019, revisado em 2021). People + AI Guidebook: 23 padrões organizados em oito perguntas de quem está construindo o produto. – Justin D. Weisz e equipe, IBM Research (2024). Design Principles for Generative AI Applications: seis princípios, cada um com quatro estratégias.

Na parte sobre honestidade do próprio sistema, o artigo recorre ainda ao Model Spec da OpenAI, à constituição do Claude, da Anthropic, e a um estudo sobre bajulação em modelos de linguagem (Sharma e outros, 2023).

Antes do primeiro uso: dizer o que a IA faz, e quão bem

As três fontes começam no mesmo lugar. O PAIR pede para confirmar se IA é mesmo a tecnologia certa para o problema e para ser transparente sobre o que o produto consegue e não consegue fazer, explicando o benefício em vez da tecnologia. A Microsoft separa duas coisas: mostrar o que o sistema faz e mostrar com que frequência ele erra. A IBM chama isso de modelo mental: ensinar a usar o sistema e avisar que a mesma entrada pode gerar respostas diferentes.

Durante o uso: hora certa, e fácil de ignorar

Horvitz já propunha em 1999 levar em conta a atenção de quem usa e adiar uma ação para quando ela atrapalhe menos. A Microsoft retoma a ideia: decidir quando agir ou interromper conforme a tarefa e o ambiente, e tornar fácil tanto chamar quanto dispensar a ajuda. A mesma lista pede que a linguagem do sistema não reforce estereótipos.

Quando a IA erra

Cinco das 18 diretrizes da Microsoft ficam neste momento. Elas pedem correção fácil, explicação de por que o sistema fez o que fez e, na dúvida sobre o objetivo do usuário, desambiguar ou entregar um serviço mais limitado. Horvitz resume a lógica: fazer menos, mas certo. O PAIR acrescenta assumir a responsabilidade pelos erros e devolver o controle à pessoa quando a automação falha. A IBM pede incerteza visível e caminhos para consertar o resultado: editar, gerar de novo, ver alternativas.

Confiança na medida certa

O objetivo não é fazer confiar mais, e sim na proporção do que o sistema entrega. A IBM sugere mostrar as fontes que deram origem à resposta e colocar atrito de propósito nos pontos de decisão, para a pessoa revisar antes de aceitar. O PAIR recomenda pensar se vale mesmo exibir um índice de confiança do modelo e explicar o necessário no momento, não o sistema inteiro.

O estudo de Sharma e outros mostra por que isso é difícil: cinco assistentes tenderam a concordar com o usuário, e, ao ouvir “tem certeza?”, admitiram erros que não tinham cometido entre 42% (GPT-4) e 98% (Claude 1.3) das vezes.

Quanto automatizar

O PAIR amarra a automação ao risco: automatizar mais quando o risco é baixo, avançar em fases e deixar a pessoa supervisionar. A Microsoft pede controles globais, em que o usuário define o que o sistema monitora e como se comporta, e o PAIR estende a conversa sobre privacidade e permissões do cadastro ao uso contínuo.

Variação e criação a quatro mãos

Aqui a IBM é a fonte mais específica, porque trata só de IA generativa. Gerar várias saídas aumenta a chance de uma servir; o desenho deve ajudar a comparar, organizar e marcar essas versões. Na co-criação, a pessoa precisa de parâmetros que controla e de edição conjunta do resultado, em vez de um veredito pronto.

Ao longo do tempo

A Microsoft reserva sete diretrizes para a relação que continua: lembrar interações recentes, aprender com o comportamento, atualizar com cautela para não desorganizar o que a pessoa já conhece e avisar quando o sistema ganha ou muda capacidades.

A honestidade do próprio sistema

Os documentos mais novos que o artigo cita não são de design, e sim de comportamento de modelo. O Model Spec da OpenAI diz que o assistente não deve seguir agenda própria além de ajudar o usuário nem fingir ser humano. A constituição do Claude pede que ele não persiga agendas ocultas e nunca negue ser uma IA a quem pergunta sinceramente.

Ficha

Designer Microsoft Research, Google PAIR, IBM Research, Eric Horvitz
Classificação Design de produto, Inteligência artificial, UX
Tipo Guia de referência a partir de fontes primárias
Fonte oficial Microsoft Research · Saleema Amershi, Dan Weld, Mihaela Vorvoreanu, Adam Fourney, Besmira Nushi, Penny Collisson, Jina Suh, Shamsi Iqbal, Paul N. Bennett, Kori Inkpen, Jaime Teevan, Ruth Kikin-Gil, Eric Horvitz
Fonte oficial Google PAIR · People + AI Research team
Fonte oficial IBM Research · Justin D. Weisz, Jessica He, Michael Muller, Gabriela Hoefer, Rachel Miles, Werner Geyer
Fonte oficial Eric Horvitz
Saiba mais em arXiv (ICLR 2024) · Mrinank Sharma, Meg Tong e outros · OpenAI · Anthropic · UX Collective · Taras Bakusevych

Continue lendo

IA & Tech15 out 2026

Ex-integrante do design system do governo americano mostra o que muda quando a linha de texto passa de 68 para 83 caracteres

Matt Henry, que trabalhou no US Web Design System, publicou uma análise sobre a reformulação que o sistema deve sofrer e usa um único componente, o de texto corrido, para mostrar o tamanho da mudança. O padrão do sistema do governo americano limita a linha a 75 caracteres, e a configuração padrão do shadcn/ui, apontado como possível substituto, chega a 83.

Ler o post
IA & Tech12 out 2026

Consultoria mede como agente de código usa design system e descobre que cortar 90% do arquivo de instrução melhorou o resultado

A Southleft publicou em 29 de setembro um relato de Cris Morales sobre como medir se um design system está pronto para ser usado por agente de código. O time rodou um banco de testes com 90 células de avaliação no próprio sistema e no Astryx, design system da Meta aberto em junho de 2026, e os dois ficaram praticamente empatados.

Ler o post