Como foi a noite

A programação publicada pela organização dividiu as quatro horas em blocos curtos. Às 19h, chegada e pedidos no bar. Às 19h15, uma introdução ao Design Croquete para quem chegava pela primeira vez. Às 19h30, as rodas de conversa, de 8 a 12 pessoas cada, com um facilitador por mesa. Às 20h30, o momento revelação, com a apresentação do rebranding e do processo. Às 21h, avisos e brindes. Às 21h15, o after, com croquetes e bebidas.
Na inscrição dava para escolher o assento: sentar na mesa de um facilitador específico ou deixar a organização sortear. A página também publicou a prestação de contas do encontro, de R$ 1.648, entre aluguel do espaço (R$ 300), brindes (R$ 528), manutenção digital (R$ 400), papelaria (R$ 320) e imposto do site (R$ 100), com o saldo indo para o caixa da comunidade.
Quem facilitou as rodas

André Victor, designer no Hospital Português e especialista em design de interação; Arthur Soares, designer na Praso e mestrando na CESAR School; Beatriz Miranda, senior product designer na Vivo; e Leonardo Laurênio, designer de moda.
Os quatro reaparecem na última página do manual de marca, ao lado de Ana Ísis Moura, idealizadora da comunidade, como os designers que produziram o rebranding. Quem mediou as conversas é quem assina a marca apresentada na mesma noite.
A marca que a noite revelou

O manual tem 37 páginas e seis capítulos: quem somos, princípios, logo, cor e tipografia, ilustrações e créditos. O arquivo foi gerado em 28 de setembro, quatro dias depois do encontro, segundo os metadados do PDF.
A assinatura preferencial é a empilhada, em azul cobalto sobre fundo claro, com versões centralizada, horizontal e o monograma croq para espaços reduzidos. O logo é um lettering desenhado, e o manual avisa para nunca redigitar a palavra em Nunito. O símbolo isolado é uma coxinha, para avatares, favicons e carimbos. A área de proteção equivale à altura da letra o de croquete, e o tamanho mínimo vai de 6 mm no símbolo a 40 mm na versão horizontal.

A paleta parte de três cores: azul cobalto #0455C0, que ocupa 60% das peças, creme #FFE1BA com 30% e vermelho melancia #BF4142 com 10%. Cada uma vira uma escala de cinco ou seis tons, e há ainda um azul ardósia neutro, quatro cores de aviso e um vermelho carmim #CB0000 reservado a um uso só. A tipografia é a Nunito inteira, do regular ao extrabold, com hierarquia que vai de 128 a 24 pixels.
Dezessete comidas de boteco

O sistema de ilustração são 17 comidas de boteco desenhadas em pontilhismo, em tinta azul sobre fundo claro ou em branco sobre azul. O manual manda usá-las grandes, fora do grid, podendo sangrar pela borda, sempre direto sobre o fundo liso, sem moldura nem sombra.

As mesmas comidas viram 17 mascotes quando ganham olhos, boca, braços, pernas e um adereço de cabeça, todos traçados no vermelho carmim, a única cor da paleta reservada a esse uso. O manual abre uma biblioteca de partes para montar novos personagens, e o nome vira verbo no fim do documento: croquetar, definido como trocar o certo pelo e se.
O que não foi publicado
O blog da comunidade, que costumava trazer um relato por edição escrito por quem participou, não tem registro deste encontro. O último post publicado é o do Encontro 15, sobre liderança em design, de novembro de 2025.
O próximo encontro já está marcado: uma oficina de ladrilhos hidráulicos em 17 de outubro, das 8h às 12h30, no Atelier Tinoco Ladrilhos, na Rua Sete de Setembro, 80, em Olinda, com palestra do professor Jorge Tinoco sobre a história do ladrilho e produção de uma peça por participante. A comunidade existe desde agosto de 2024 e contabiliza mais de 20 encontros e mais de 300 pessoas.


