O que é
O D&AD nasceu em Londres em 1962 como associação de diretores de arte e designers, e a premiação anual virou o cartão de visita da entidade. O que distingue o prêmio é a escala de troféus: o Lápis de Madeira marca o trabalho aprovado pelo júri, e vão subindo Grafite, Amarelo e, no topo, o Lápis Preto, que em várias categorias simplesmente não é entregue quando o júri entende que ninguém alcançou o nível.
Essa régua explica a reputação. Não receber lápis nenhum é o desfecho mais comum, inclusive para campanha com verba alta, e é por isso que agência brasileira costuma comemorar um Lápis de Madeira como resultado real.
Como funciona a inscrição
A inscrição é por peça, cobrada em libras, e organizada em lotes com preço crescente, do antecipado ao final. A tabela completa fica atrás do cadastro no site, que também exige passar pelo aviso de consentimento de dados antes de qualquer navegação, detalhe que atrapalha quem só quer consultar valores.
As categorias cobrem design gráfico, identidade, embalagem, tipografia, digital, filme e campanha, com subcategorias que mudam de ano para ano. Vale ler a descrição de cada uma no ano corrente, porque o D&AD costuma remanejar subcategorias e aposentar outras.
Outro ponto que costuma passar batido é o calendário de julgamento. O D&AD julga presencialmente em Londres, com júri reunido por disciplina, e publica depois um anuário com os selecionados. Esse anuário é parte relevante do que se compra com a inscrição, porque circula entre escolas e agências do mundo inteiro.
O que pesar antes de inscrever
Para estúdio brasileiro, o D&AD é caro e difícil, e essa é a parte honesta da conversa. Faz sentido para trabalho que já teve reconhecimento local e para quem busca cliente internacional, e faz pouco sentido como primeira inscrição do ano de quem está começando.
Há um caminho menos óbvio: o D&AD mantém programas de formação e um prêmio voltado a estudantes e a quem está no início de carreira, com inscrição mais barata e briefings propostos por marcas reais. Para quem quer entrar no radar da entidade, esse costuma ser o degrau com melhor relação entre custo e retorno.
Quem decidir disputar deve montar o case em inglês e com foco no problema, e não no processo. O júri britânico tende a cortar apresentação que gasta três telas explicando metodologia antes de mostrar o trabalho.



