O que o livro defende
Segundo a editora, personalização, automação e análise de dados movidas por IA estão remodelando a maneira como as marcas se conectam com os consumidores: prever preferências, responder em tempo real, oferecer experiências personalizadas. Kingsley parte daí para discutir engajamento e fidelidade, e levanta o que a Olhares chama de questões cruciais sobre uso ético e sobre manter relações autênticas num mundo movido pela tecnologia.
O texto saiu originalmente numa coleção do mestrado em Branding da School of Visual Arts, em Nova York. A frase de orelha é de Susan Betts, estrategista de branding que passou por Google e Microsoft: “Este livro não é sobre como usar a IA, mas sobre como liderar com e através dela”.
Quem é Mark Kingsley
Diretor criativo e estrategista. Dá aula no mestrado em Branding da SVA e ocupou a cátedra Melbert B. Cary em artes gráficas no Rochester Institute of Technology. Como diretor executivo de estratégia na Collins, desenvolveu o posicionamento global da Ogilvy e ajudou a Equinox a entrar no mercado de hotéis de luxo.
Seu estúdio anterior, o Greenberg Kingsley, passou mais de dezessete anos em música e artes: branding e publicidade para o Central Park SummerStage e para a loja do Museu Guggenheim, além de capas de álbuns para John Coltrane, Pat Metheny e Quincy Jones. O estúdio atual, Malcontent, atende agências de publicidade globais, startups de tecnologia financeira, organizações artísticas, celebridades e vencedores do Pulitzer.
A capa
Fundo branco, o nome do autor acima do título, os dois em grotesca de traço neutro, o título em negrito. No centro, um alvo de anéis ovais desenhados à mão, do amarelo externo ao roxo do miolo, passando por laranja, vermelho e magenta, separados por linhas brancas que não fecham o círculo. No pé, à esquerda, a assinatura School of Visual Arts Masters in Branding; à direita, a marca da Olhares. A lombada repete título e autor.

Como é por dentro

As aberturas de capítulo ocupam a página dupla: uma mancha marrom-escura quase preta invade as duas páginas, com um recorte de canto arredondado, uma barra amarela na margem externa e o título em branco sobre o escuro. O texto corre em coluna única de tipo serifado, justificada, com fólio e título corrente na margem externa, em vertical.

O capítulo Novos paradigmas criativos liga IA a dadaísmo e surrealismo, passa por Freud, pelo automatismo, por Picasso e pela Sagração da Primavera, e usa Man Ray como exemplo: ao lado do texto, um raiograma de flores em preto e branco ocupa a página inteira, com a legenda explicando a técnica de pôr objetos sobre papel fotográfico, expor à luz e revelar o resultado.

Mais adiante, na página 92, o argumento vira exemplo de mercado: a Clear, de identificação biométrica em aeroportos dos Estados Unidos, e o Amazon Subscribe & Save, lançado em 2007, aparecem como casos de conveniência que troca atenção por dados. Na página ao lado, uma ilustração colorida mostra alguém trabalhando de laptop numa cadeira de praia ao pôr do sol, sob a pergunta que serve de legenda: qual é a melhor invenção, a internet ou o fim de semana?
Ficha
160 páginas, brochura, 15 por 23 cm, 1 cm de lombada, 360 gramas, ISBN 9786560920767. Tradução de Jorge Henrique Cordeiro. R$ 99 na loja da Olhares, com etiqueta de novidade e frete calculado por CEP. A página não informa data de lançamento; o arquivo da capa entrou no site em fevereiro de 2026 e as fotos do miolo em abril.
Em volta do livro
A editora produziu três vídeos ligados ao título. O episódio 39 do podcast Olhares discute o livro com Susan Betts, Diogo Machado e Michel Blanco. Um segundo vídeo lista cinco motivos para ler. E, na seção Resenhas, a página aponta para Movimento Anti-IA no design gráfico: o que está acontecendo?, de Nadine Fronza, também em vídeo.
O que a página não diz
A Olhares vende uma tradução e não identifica o original: não há título em inglês, ano nem editora da primeira edição, só a informação de que o texto saiu numa coleção do mestrado da SVA. Também não há crédito de projeto gráfico, capa ou ilustração, nem tiragem.



