O recorte
A tese do livro cabe numa frase da própria editora: a escrita é um código de comunicação, mas a maneira de grafar o texto é uma segunda camada acrescida à informação. O livro junta capas, cartazes, anúncios e páginas em que essa camada manda, e organiza tudo por afinidade de linguagem, em seis conjuntos temáticos e 47 subconjuntos.
O período vai da modernidade dos anos 1920 à consolidação da linguagem modernista nos anos 1970. A Olhares chama de época de liberdade e experimentação e diz que ela moldou boa parte do design praticado hoje.
Quem está no livro
A lista de autores mostra como as fronteiras entre design, artes visuais, poesia e arquitetura eram tênues: Ziraldo, Bea Feitler, Millôr Fernandes, Di Cavalcanti, Tarsila do Amaral, Mira Schendel, Rubens Gerchman, Lygia Clark, Hélio Oiticica, Décio Pignatari, Amílcar de Castro, Fayga Ostrower, Maria Bonomi, Fernando Lemos e Oscar Niemeyer. Entre as curiosidades anunciadas pelo blog da editora, o Tipo Ziraldo e a capa da revista Pilotis que Alexander Calder desenhou em 1948, de passagem por São Paulo.
Quem é Chico Homem de Melo
A apresentação da editora começa assim: ele gosta de papéis velhos, e há uns 40 anos junta os que acha mais bonitos. O livro mostra 400 deles. Foi professor por 40 anos, os últimos 32 na FAU-USP, e é sócio de Eliana Troia no escritório Homem de Melo & Troia Design. Assinou O design gráfico brasileiro. Anos 60 e, com Elaine Ramos, Linha do tempo do design gráfico no Brasil, ambos pela Cosac Naify.
Ficha
192 páginas, brochura, 18 por 24 cm, ISBN 9786560920835. R$ 160 na loja da Olhares, em até três vezes. O post de lançamento no blog da editora é de 10 de setembro.
A página do produto exibe as etiquetas Novidade e Pré-venda e, logo abaixo, Disponibilidade: Imediata. Também já publica uma errata: nos créditos da revista Acrópole, nas páginas 38, 60, 85, 87 e 110, falta a menção Revista Digital Acrópole/Acervo da Biblioteca da FAU-USP.



