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Alphabettes Soup, livro com forte participação brasileira, reúne dez anos de feminismo na tipografia

Atualizado em 22 Sep 2026

Capa verde de Alphabettes Soup: um grande A formado por centenas de letras recortadas de vários alfabetos, sobre fundo rosa
Imagem: Bikini Books (divulgação)

Antologia e espécime tipográfico com mais de 100 fontes de mulheres e pessoas não binárias.

O que é

Alphabettes é uma rede de designers de tipos, letristas, tipógrafas e professoras de design. Nasceu em 2015, no meio das discussões sobre sexismo e diversidade de gênero na indústria tipográfica, e passou de 300 integrantes sem apoio financeiro nem estrutura formal. Ao longo da década publicou centenas de artigos, juntou designers iniciantes com mentoras e organizou encontros e sessões de crítica.

O livro nasceu em março de 2024, quando Amy Papaelias, uma das fundadoras da rede, levou a ideia a Nina Paim, que tinha acabado de abrir a Bikini Books. Foi impresso na Gráfica Maiaduoro, em Portugal, em 1º de abril de 2026, e teve lançamento informal no dia seguinte, na sede da editora, em Porto.

Livro aberto numa página preta com o título Resilient Loser: the tale of being a WOC in design, em letras desenhadas à mão
Imagem: Slanted, foto das páginas do livro

Sobre o que trata

A editora descreve o livro como uma década de abordagens feministas para pesquisa, design e construção de comunidade em tipografia. Junta artigos publicados no site da Alphabettes com ensaios inéditos, entrevistas com integrantes, histórias visuais e balanços de iniciativas da rede. Os temas cruzam cultura, língua, práticas de negócio, tecnologia e tipos.

Páginas pretas com frases em lettering branco que começam com I wish, como I wish I knew better
Imagem: Slanted, foto das páginas do livro

O livro foi pensado também como espécime. A regra de composição, anunciada no post de pré-venda da rede, era uma fonte por designer, usada uma única vez. A editora fala em mais de 100 fontes de mulheres e pessoas não binárias; o post de 2025 falava em mais de 120. A capa, segundo Papaelias, foi montada por Tereza Bettinardi a partir de centenas de glifos.

Livro aberto em páginas azul e vermelha, com recortes de impressos antigos e cadernos de desenho de letras
Imagem: Slanted, foto das páginas do livro

A participação brasileira

Nina Paim, designer, curadora e editora brasileira, fundou a Bikini Books em 2023 e coordenou o livro. O design é do Studio Tereza Bettinardi, de São Paulo, com assistência de Guilherme Mohr e Lou Huguenin. As ilustrações são de Vitória Bas, ilustradora e designer de São Paulo. Entre as autoras está Marina Chaccur, designer de origem brasileira que dá aulas na Royal Academy of Art, em Haia.

O prefácio é de Teal Triggs, e a preparação de texto, de Caren Litherland.

Ficha

28 por 21 cm, 384 páginas, capa mole, ISBN 978-989-35859-6-2. Custa €42, impostos incluídos, na loja da Bikini Books. Pelos 11 anos da Alphabettes, completados em 10 de setembro, a editora dá 20% de desconto até o fim do mês com o código HBD20, segundo a Slanted.

A ficha da editora e a da Slanted dão 384 páginas. No post de lançamento, a própria Papaelias descreve o livro como de 400 páginas.

Quatro exemplares empilhados mostrando a lombada branca com o nome Alphabettes em letras pixeladas
Imagem: Bikini Books (divulgação)

Para quem interessa

Para quem desenha tipos ou letras, estuda história da tipografia ou organiza comunidades de design. Serve também como catálogo de mais de 100 fontes de mulheres e pessoas não binárias, cada uma usada uma vez.

Ficha

Preço €42
Editora Bikini Books
Autoria Amy Papaelias (org.)
Páginas 384
ISBN 978-989-35859-6-2
Fonte oficial Bikini Books
Também consultados Alphabettes · Amy Papaelias · Alphabettes · Alphabettes · Amy Papaelias · Futuress · Studio Tereza Bettinardi · Vitória Bas · Typotheque · Slanted · Emma Waldraff

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