Como funciona
O pedido é feito no chat do agente, aberto pelo botão Agents da barra de navegação. A orientação da Figma é dizer explicitamente que se quer construir um plugin e descrever o comportamento, os controles e os parâmetros. Não é preciso ambiente de desenvolvimento local nem conhecer a API de plugins: o agente escreve o código sobre a mesma Plugin API dos plugins tradicionais, e a interface gerada segue os componentes do próprio Figma. Vale também para o Figma Draw e o Motion.
A central de ajuda separa três tipos: plugins que geram camadas no canvas, plugins que alteram camadas existentes e utilitários de organização do arquivo. Os exemplos de pedido que a empresa sugere são um alternador que produz versões compacta, padrão e espaçosa de um frame, um verificador de camadas sem nome e grupos vazios, e uma auditoria de contraste WCAG que sugere correções a partir das variáveis de cor do arquivo.

Onde o plugin fica
Os plugins generativos são hospedados pela Figma e rodam dentro do arquivo. No lançamento, ficavam disponíveis para quem tinha acesso ao arquivo e em todos os arquivos do próprio autor. Os plugins clássicos, feitos localmente em editores como VS Code ou Cursor e publicados na Comunidade, continuam existindo, e a Figma diz que segue investindo em APIs para desenvolvedores.
O que mudou em setembro
A atualização de 1º de setembro trouxe:
– publicação de plugins generativos e shaders na Comunidade do Figma; – publicação privada para a organização, só nos planos Organization e Enterprise; – visualização e download do código dos próprios plugins; – edição dos plugins por agentes de terceiros, via servidor MCP do Figma; – shaders animados e interativos, que reagem ao movimento do mouse.

Planos, assentos e créditos
Criar plugins generativos está disponível no Figma Design em todos os planos; usar um plugin exige permissão de edição no arquivo. O agente está em beta aberto para assentos Full, e os assentos Collab, Dev e View podem usá-lo nos rascunhos. Rodar um plugin não gasta créditos de IA. Sobre criar e editar, as fontes da Figma dão prazos diferentes: a central de ajuda diz que não há cobrança de créditos durante o beta, e o post do blog de 1º de setembro diz que o agente passará a consumir créditos de IA em algumas semanas.
Quem fez
No blog da empresa, o designer de produto Rogie King conta que a ideia começou com protótipos de shaders feitos por ele e ganhou forma com o engenheiro de renderização Yassir Solomah e a gerente de produto Georgia Rust, que juntou o projeto aos protótipos de plugins adaptativos do designer Jason Calleiro. A equipe teve dois meses para entregar, e King e Rust apresentaram o recurso no keynote do Config.



