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Raphael Batyrbaev lança o DeLibra, biblioteca de design system feita para agentes de IA lerem e escreverem

Logotipo do DeLibra em preto sobre fundo verde: um D formado por barras verticais ao lado do nome
Imagem: Raphael Batyrbaev (divulgação)

Ferramenta aberta que organiza tokens e componentes como dado para agentes de IA.

O problema que o projeto aponta

Segundo o case, um design system costuma viver espalhado entre Figma, CSS, código e documentação, sem uma representação única de como ele funciona. Uma pessoa junta as partes lendo os arquivos. Um agente vê fragmentos, tenta deduzir o sistema e acaba recriando tokens, componentes e padrões que já existem. Sem o sistema disponível como contexto estruturado, preenche as lacunas por conta própria.

O que é uma libra

É a unidade do DeLibra: uma instância de design system, guardada em uma pasta de dados fora do repositório. Ela reúne:

Tokens, nomeados e agrupados, cada valor rastreável até a origem. – Componentes renderizados a partir dos tokens que consomem, e não imagens. – Temas claro e escuro no mesmo espécime, para a diferença entre os dois aparecer antes da produção. – Visões de celular e desktop lado a lado.

Tela inicial do DeLibra com nove libras em cartões, cada uma com faixa de cores e contagem de tokens e componentes
Imagem: Raphael Batyrbaev (divulgação)

Para começar uma libra, a ferramenta oferece três caminhos: a partir de um design, a partir de um arquivo CSS ou importando um arquivo `.lbr` exportado por outra pessoa. Depois, a tela mostra os caminhos da pasta e um botão que copia o prompt para o agente rodar.

Janela New libra com as opções From a design, From a CSS file e Import a libra, e a tela seguinte com caminhos e o botão Copy prompt
Imagem: Raphael Batyrbaev (divulgação)

Código e comparação

Cada token, componente ou estado pode ser aberto como HTML e CSS, copiado ou exportado. A visão de comparação recebe um CSS de fora (um site no ar, uma folha de estilo antiga, o build de outro time) e devolve uma lista: o que desviou, o que nunca virou token e o que corrigir primeiro. Nas telas do case, a escala tipográfica marca quais tamanhos existem no CSS anexado e quais não.

Seção de cores de uma libra com amostras, valores hexadecimais e nomes de tokens, e abaixo o espécime de um diálogo
Imagem: Raphael Batyrbaev (divulgação)
Painel com o CSS de um menu e os tokens em uso, tabela de escala tipográfica comparada ao CSS anexado e lista de diferenças encontradas
Imagem: Raphael Batyrbaev (divulgação)

Como funciona na prática

O DeLibra roda na máquina de quem usa. Clona-se o repositório, abre-se a pasta no Cursor ou no Claude Code, e o agente lê o arquivo de skill do motor, que pergunta onde guardar as libras antes de fazer qualquer coisa. O servidor da galeria escuta só no próprio computador e não há dependências para instalar. O README avisa: “There is no magic button”. O que a ferramenta dá ao agente, segundo o texto, é um lugar para escrever e um contrato para seguir.

As duas entradas não funcionam do mesmo jeito. Pelo CSS, a galeria lê as propriedades personalizadas e monta a referência de tokens sozinha. Pelo design, o preenchimento passa pelo acesso ao Figma que o agente tiver.

Ficha do projeto

Projeto próprio de Raphael Batyrbaev, sem cliente, com papel descrito como Builder e feito em JavaScript e HTML. O repositório foi criado em 23 de agosto de 2026, com primeiro commit dois dias antes e última atualização em 8 de setembro. Em 16 de setembro, tinha 2 estrelas no GitHub. Na Grafana Labs, Batyrbaev trabalha com observabilidade, resposta a incidentes e fluxos nativos de IA.

Ficha

Designer Raphael Batyrbaev
Classificação Design system, Agentes de IA, Código aberto
Tipo Ferramenta de código aberto para design systems legíveis por agentes de IA
Ferramentas JavaScript, HTML
Cidade Itália
Fonte oficial Raphael Batyrbaev
Fonte oficial Raphael Batyrbaev
Também consultado Raphael Batyrbaev

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