Quem é Gustavo Faria
Nascido em Minas Gerais, ele mora em São Paulo e é designer sênior na anacouto. Trabalha com marca e motion, e fora do estúdio toca bateria em três bandas. No D&AD, o New Blood: The Portfolios premia sites de portfólio, e o dele levou a categoria de design gráfico e de comunicação em 2026.
O projeto: a nova identidade do Flamengo
O ponto de partida, segundo o case da anacouto, era uma marca com mais de 40 milhões de torcedores, ainda presa ao momento do jogo e com um portfólio de submarcas fragmentado. A resposta foi reposicionar o clube como plataforma de sportainment, com o propósito de trazer magia para o dia a dia da Nação e três frentes: esporte, entretenimento e legado.

Na identidade, as listras, o urubu e o monograma CRF são reinterpretados com gradientes, tipografia expressiva e imagens de alto contraste. As listras rubro-negras viraram um gradiente do vermelho ao preto, e as fotos sobre fundo vermelho fazem referência à bandeira de Zico. Escudos e monograma foram preservados; as submarcas ganharam regras, e a media house do clube virou uma marca nova, a Uru.Hub.

Os cartazes do portfólio mostram o sistema em uso: palavras que se esticam e se inclinam, como no “Vencer Mundial” com a data de 13/12/1981, e o urubu redesenhado em preto. Gustavo aparece nos créditos como designer e motion designer, numa equipe com direção de design de Rafael Torres.

O que mais ele fez
Também na anacouto, trabalhou como designer e motion designer na identidade dos 75 anos da Consul, em 2025, um sistema de fitas e linhas inspirado nas fitas do Bonfim, nas listras de feira e na cultura de praia. No mesmo ano, trabalhou no rebranding da FIA Business School, com paleta verde.





