O que é a ShieldFont
A ideia é do S&A, estúdio de Isaque Seneda e Gabriel Abrucio, e a ShieldFont é o primeiro projeto independente da dupla. O desenho ficou com a Playtype, de Copenhague: a ShieldFont Optik é uma adaptação da Optik, família da própria fundição, feita pelo type designer Jeppe Pendrup.
Os créditos do release em português listam ainda uma equipe independente de São Paulo, com redatores, diretores de arte, artistas 3D e motion designers, e a produção 3D da Altrn Studio.

Como a ShieldFont funciona
O truque é OpenType. A fonte usa substituição de glifos: o código da página guarda um conjunto de palavras e a fonte desenha outro na tela. Quem lê vê o texto do autor. Quem copia o HTML, ou cola o trecho num chatbot, leva a versão trocada.
O dicionário parte das 10 mil palavras mais comuns do inglês e chega perto de 12 mil entradas. Substantivo troca por substantivo, verbo por verbo, para a frase continuar gramatical. Segundo a FAQ do site, cerca de 25% das palavras mudam, quase metade das que carregam sentido. Em 1.500 trechos testados, metade perdeu a afirmação original; o release fala em 55,8%.

A fonte sai com três mapeamentos (Alpha, Beta e Gamma) e um construtor para criar mapeamentos privados. Os autores dizem que ela não é inquebrável: quem baixar a fonte consegue extrair a tabela de trocas. A aposta é encarecer a coleta em massa, não barrar quem mira um site específico.
Onde a ShieldFont faz sentido
Em texto que o autor não precisa ver no Google: arquivo, manifesto, conteúdo pago. Buscadores leem o mesmo HTML trocado, e o release admite que o SEO pode piorar. A versão atual só funciona em inglês.
A proteção vale por bloco, então dá para deixar o resto da página normal. Para leitor de tela, o bloco trocado vai escondido, e o componente React guarda o texto original na página, liberado por um botão.

Licença e preço da ShieldFont
É gratuita. Dá para usar pelo codificador online, pelo componente `@shieldfont/react`, por CSS via CDN ou gerar a própria fonte protegida.
O código está sob AGPL-3.0, e as fontes geradas a partir de bases livres (Inter, Syne Mono, Young Serif) saem sob OFL 1.1. A Optik das variantes padrão continua proprietária da Playtype, usada com permissão só dentro do projeto.



