Quatro categorias, uma tradição de ofício
O prêmio sai de uma escola fundada em 1873 e reflete o que ela ensinou: marcenaria, serralheria artística, fundição, cantaria e modelagem. Cada categoria aponta para um desses ofícios.
– Design e Arquitetura: Elementos Construtivos, Acabamentos e Cultura da Construção. Sistemas construtivos, revestimentos, componentes e soluções para interiores. – Design de Mobiliário e Cultura do Fazer. Móveis residenciais, corporativos, institucionais e urbanos, além de peças experimentais. – Design de Equipamentos, Produtos e Tecnologias Aplicadas. Eletrodomésticos, dispositivos, produtos industriais e sistemas interativos. – Arte, Design e Expressões Contemporâneas. Instalações, esculturas, objetos autorais, design especulativo e investigações sobre cultura material.
Profissional a R$ 100, estudante a R$ 50
Cada categoria tem duas disputas independentes. A profissional é aberta a escritórios, estúdios, empresas e coletivos; a de estudantes exige comprovante de matrícula em curso superior ou técnico de design, arquitetura, artes visuais, engenharia, moda e áreas correlatas. A taxa é por projeto, paga por PIX ou transferência, e não é reembolsada em nenhuma hipótese. Pessoas físicas e jurídicas brasileiras, ou estrangeiras residentes no Brasil, podem participar, em equipe ou sozinhas, com quantos projetos quiserem.
Em cada categoria e modalidade podem ser concedidos 1º, 2º e 3º lugares e menções honrosas. Os vencedores recebem troféu, certificado, lugar na exposição e no catálogo. Dinheiro, só para estudantes: R$ 1.000 para o primeiro, R$ 500 para o segundo e R$ 500 para o terceiro em cada categoria, R$ 8.000 no total.
Três pranchas, um vídeo e nenhum nome
A inscrição é por formulário eletrônico e leva memorial descritivo, três pranchas no template do prêmio e um vídeo de até três minutos de apresentação e defesa do projeto. Todo o material precisa estar livre de qualquer elemento que identifique a autoria, sob pena de desclassificação: o julgamento é às cegas.
Valem projetos desenvolvidos ou concluídos nos cinco anos anteriores à abertura das inscrições, mesmo que já tenham sido publicados, expostos, vendidos ou premiados. Quem se inscreve declara ser autor ou titular dos direitos e autoriza o Liceu a usar o material, sem exclusividade e por prazo indeterminado; a titularidade continua com o autor.
Comissões de cinco jurados
A coordenação geral é de Gustavo Curcio, livre-docente em Programação Visual pela FAU-USP, e a consultoria geral, de Maria Cecília Loschiavo dos Santos, professora titular de Design da USP. Cada categoria tem uma coordenadora acadêmica e quatro jurados:
– Construção: coordenação de Tatiana Sakurai (FAU-USP), com Fernando Cesar Dias Ribeiro, Liedi Bernucci (vice-reitora da USP), Maurício Arruda e Lauro Andrade (DW! Semana de Design). – Mobiliário: coordenação de Teresa Riccetti (Mackenzie), com Fernanda Carvalho (curadora do acervo histórico do Liceu), Ricardo Julião, Teo Vilela Gomes (Galeria Teo) e Fernando Jaeger. – Equipamentos: coordenação de Sueli Garcia (Belas Artes), com Antônio Davis Pereira Júnior, Henrique Lindenberg Neto, Jethero Miranda e Andrea Macruz. – Arte: coordenação de Alecio Rossi (PUC-SP), com Marcela Dantas Camargo, Regina Teixeira de Barros (MASP), Clice Mazzilli (FAU-USP) e Fernando Atique (Unifesp).
O edital avalia dez critérios, de qualidade projetual a contribuição para o campo, e prevê desempate por inovação, depois excelência técnica e construtiva e, por fim, impacto cultural e social. Os melhores projetos podem ser chamados a enviar protótipos, modelos ou amostras, e o custo desse envio é de quem inscreve.
O que o Liceu ainda não informou
As datas de divulgação dos selecionados, da exposição, da programação cultural e do lançamento do catálogo seguem em aberto. O prazo que vale por ora é 14 de janeiro de 2027. Dúvidas vão para premiodesign@liceuescola.com.br, e o Liceu fica na Rua da Cantareira, 1351, a cinco minutos a pé da estação Tiradentes do Metrô.



