O livro
Òye, em iorubá, significa entendimento. A Cobogó descreve o livro como uma imersão numa obra que articula corpo, memória e espiritualidade, investiga cosmologias afro-diaspóricas e tensiona os modos de representar o sagrado. A pergunta que a editora coloca: como tornar visível aquilo que, por natureza, também se constrói no segredo.
A estrutura são sete eixos conceituais nomeados em iorubá. Três exemplos da própria página: Ẹ̀KỌ́, que remete à educação; ORÍKÌ, entendido como palavra-força; e Ọ̀LÀJÚ, associado a uma ideia de modernidade africana pré-colonial. Cada eixo propõe um caminho de leitura. Obras que se repetem em suportes diferentes ao longo do tempo, como Transmutação da carne, em performance, vídeo e fotografia, aparecem em mais de um lugar. Os textos são de Marcelo Campos e do próprio artista.
Quem é Ayrson Heráclito
Nascido em Macaúbas, na Bahia, em 1968, vive entre Cachoeira e Salvador. É artista visual, curador e professor da Universidade Federal do Recôncavo Baiano. A bio da editora lista as Bienais de Veneza de 2017 e 2026, a Bienal de São Paulo de 2023 e a de Havana de 2025, além de mostras no Museu de Arte do Rio, na Pinacoteca de São Paulo e no El Museo del Barrio, em Nova York. Entre as individuais recentes, Yorùbáiano.
Marcelo Campos, o organizador, é curador-chefe do Museu de Arte do Rio, doutor pela UFRJ e professor da UERJ. Assinou as curadorias de Yorùbáiano, Um Defeito de Cor e Funk: um grito de ousadia e liberdade.
O objeto
Capa dura, 23 por 28 cm, 176 páginas, bilíngue, projeto gráfico do Bloco Gráfico, ISBN 978-65-5691-194-6, ano 2026. Na capa, um colar de contas amarelas sobre um pescoço coberto de dendê escorrido, e o nome do artista em serifa branca. R$ 176 na loja da Cobogó.
Um detalhe da bio
A página diz que o artista é PhD em Comunicação e Semiótica pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo e fecha a frase com (USP) entre parênteses. São duas universidades diferentes.



