O wordmark tirado da placa do posto
A peça central é o wordmark. O anúncio oficial diz que ele foi tirado da placa que ficava sobre a marquise do posto de serviço da família McLaren, em Remuera, Auckland. O posto era de Les e Ruth McLaren, pais de Bruce, e foi ali que ele construiu o carro da sua primeira vitória nas pistas. A empresa descreve o trabalho como um recrafting daquela marca para hoje: reconectar a McLaren com a origem e, ao mesmo tempo, dar à marca uma linguagem visual para o que vem depois.
Na placa antiga, o nome aparece com o c pequeno e elevado, com um fio embaixo. Esse detalhe é o que o desenho novo traz de volta.

Speedmark, papaya e Speedy Kiwi
Três elementos atravessam a mudança. O Speedmark continua no centro da marca, e a McLaren justifica a permanência pelo valor de continuidade e pelo peso que o símbolo tem entre os fãs. O papaya segue como cor definidora, agora acompanhado de uma paleta ampliada, inspirada em momentos decisivos da história da empresa. E o Speedy Kiwi é mantido, em referência à origem neozelandesa de Bruce McLaren.
O motivo declarado para o conjunto é uma expressão mais clara e unificada da McLaren, capaz de sustentar mais personalização, mais experiências e uma relação mais próxima com a comunidade de clientes e torcedores.
Onde já aparece
O anúncio vale para as duas empresas: McLaren Automotive, dos carros de rua, e McLaren Racing, das equipes. Nas imagens que acompanham o release, a marca nova já está aplicada aos uniformes das três frentes de competição: a McLaren Mastercard Formula 1 Team, a Arrow McLaren na IndyCar e a McLaren Hypercar Team, que disputa o WEC.



Quem assina
O release cita dois executivos. David Woodhouse, Chief Creative Officer da McLaren Automotive, diz que a evolução da identidade captura o hábito da empresa de não seguir caminhos estabelecidos e que marca o começo de um novo capítulo. Lou McEwen, Chief Marketing Officer da McLaren Racing, diz que a identidade liga a herança de Bruce à ambição futura e que celebra símbolos que os fãs já conhecem.
Sobre a autoria do desenho, o texto oficial registra apenas que as equipes de Racing e de Automotive começaram pelo arquivo compartilhado das duas empresas, atrás dos símbolos, histórias e detalhes que definiram a McLaren desde os primeiros anos de Bruce na Nova Zelândia.
O que veio antes
A página oficial de história da marca mostra a distância percorrida. O primeiro brasão, de 1964, foi desenhado por Michael Turner, artista de automobilismo e amigo de Bruce. Em 1971 entrou o Speedy Kiwi, de Doug Eyre, junto com o laranja que viraria papaya. Nos anos 1980, a McLaren International adotou um logo desenhado por Raymond Loewy, presente de um patrocinador, que evocava a bandeira quadriculada. O Speedmark só chegou em 1997. A revisão anterior, de 2021, deixou o Speedmark papaya e afinou a fonte.
O anúncio também aparece num ano cheio para a empresa. A McLaren Racing correu seu milésimo GP na Fórmula 1 e anunciou o carro de Hypercar para o WEC. Do lado dos carros de rua, a McLaren Automotive confirmou um programa de investimento de 500 milhões de libras no Reino Unido e a expansão para além dos superesportivos de dois lugares, com um SUV de alto desempenho a caminho.
A leitura da imprensa de design
A comparação com moda de luxo é de Natalie Fear, na Creative Bloq. Ela descreve um sans-serif limpo, de peso mais leve que o anterior, e diz que o fio sob o c minúsculo dá ao conjunto um ar de logotipo de grife. No mesmo texto, ela data a placa do posto de Remuera nos anos 1920, informação que não está no anúncio da McLaren.



